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madrugada

17 de abril de 2011

toda madrugada guarda
suspiros e segredos
e aguarda a mãe dos medos,
a solidão.
toda madrugada é puta.
e pura.
deita-se, escuta,
e atura
lamentos e loucura
dos que sofrem de amor.
toda madrugada é dor.
é fria.
noite que quer ser dia,
irônica,
como uma filarmônica
de silêncios.
é um sorriso blasé.
toda madrugada
é, ainda assim, a estrada
que me leva até você.

Muito obrigado

12 de abril de 2011

Muito obrigado pela distância
Que me mandou de presente
Ficou um pouco grande
E, quando eu uso, ainda expande
Mas terá utilidade,
Combina bem com a saudade
Que me deu ano passado
E que muito eu tenho usado
Todo dia de manhã.
Olha, não precisava...
Deve ter sido tão cara,
Tem jeito de coisa rara
Que a gente só dá realmente
Pra quem merece o presente.
Eu fico lisonjeado.
Não retribuo à altura
Por plena incapacidade
Quando ganhei a saudade
Mandei de volta carinho
E agora que ganho a distância
Não tenho, da mesma importância,
Algo para mandar.
Tenho ainda aqui muito amor
Mas já não sei se combina
Com as suas outras coisas,
Com a sua nova sina...
Melhor mantê-lo guardado
Pois se fizer uso errado
É bem capaz de estragar...

She

10 de abril de 2011

Não estou gostando nada
Dessa vida
Meio vazia, rala.
Meio corrida
Sem sentimento bom,
Descolorida
Que é o que restou
Depois da despedida.
Eu fiquei, só,
Imerso em silêncio.
Nem mesmo esse,
Foi absoluto,
Interrompido que era pelo choro -
Inconfundível marca
Do meu luto.
Na nossa sala cheia de lembranças,
Saltam aos olhos
Proparoxítonas,
Pétalas,
Máquinas,
Lágrimas
E dúvidas.
Todas elas órfãs de rimas.

Fazia um tempo que eu nem pensava
Nas nossas coisas,
Então, não sentia
O perfume leve de baunilha
E o sopro noturno dessa nostalgia.
Mas esteve por aqui Sr. Costello
Com mil guitarras e só uma chave
Do, hoje, temido universo paralelo
Onde a gente chegou a dividir
O mesmo sonho de felicidade.
Onde você era a canção
Entoada, com amor, pelo verão,
Uma centena de coisas diferentes
E o rosto que eu não poderia
Esquecer.
Como não esqueci.
E nem vou.

meio sei lá

2 de abril de 2011

meio feliz. meio triste.
meio reto. meio torto.
meio sério. meio chiste.
meio vivo. meio morto.

a mulher que eu amo

14 de março de 2011

a mulher que eu amo é só minha.
mas ainda não sabe. ou finge.
e me olha com olhos de esfinge,
de mistérios que eu não desvendo.
entendo
que o tempo precisa passar
mas quanto mais passa,
padeço,
mas quanto mais amo,
esqueço,
o tudo que eu já sofri.
a mulher que eu amo é doce.
mais doce que fruta madura,
daquele sabor e doçura,
que sempre se quer mais um pouco.
qual louco,
espero, trancado na cela,
e mantenho guardado o que eu quero,
dar de presente pra ela.
a mulher que eu amo sorri,
e me brindam os seus lábios perfeitos,
com o sorriso mais lindo que vi.
meu sol.
a mulher que eu amo é forte.
é justa.
traz na alma alegria que assusta,
quem com vida não sabe lidar.
a mulher que eu amo tem seios lindos
e percorre caminhos infindos
quando sonha
e transpira paixão.
é livre,
sagitariana,
e reina,
sábia soberana
no meu, que é seu, coração.

ela. linda.

19 de fevereiro de 2011

linda.
em meio às mudanças
algumas bem sutis,
outras nem tanto,
ela mantém os traços delicados.
e o encanto.
sei muito pouco.
escassez de saber. nunca de querer.
uma tortura.
linda.
o mesmo sopro de amor que senti
na primeira vez que a vi,
sinto neste instante.
e sinto calado.
excluído,
como tudo, que agora,
vira passado.
linda.
a mais linda mulher que conheci,
a única que eu quero.
fingindo ser forte,
beiro a morte,
me desespero.
já não sei o que pensar.
o que fazer.
pra quem rezar.
só sei amar, muito,
ainda.
e só há ela. estonteante, livre.
e linda.

teu

15 de fevereiro de 2011

mais que pedir que sejas minha,
peço que eu seja teu.
que saiba ser.
que eu te queira sempre, e mais que antes,
por todos os nossos instantes
com meu todo querer.
que eu me guie pelos teus olhos,
como seguindo uma estrela.
que eu saiba entregar meu amor
sem limites, medo. ou pudor.
e que eu possa merecê-la.
pra que te sintas amada
e nunca te vejas sozinha.

e como num conto de fadas
decidas que serás minha.

plutão

1 de fevereiro de 2011

se te encontro, paixão,
me incendeias.
tenho a percorrer-me as veias
as lavas de um vulcão.
no entanto, um plutão,
frio, distante, quase extinto,
é como me sinto,
se não.

foto nova

29 de janeiro de 2011

teus olhos nessa foto nova
olham dentro de mim
e me põem à prova.
testam meu limite
e implodem minhas dúvidas
como dinamite.
teus olhos. sem véu.
são fadas, tão brilhantes.
me levam a destinos distantes,
em passeios no céu.
o amor que dei pra ti,
o amor que sempre senti,
é o amor que ainda sinto.
por certo ainda mais forte,
retinto.
teus olhos, na foto,
roubam meu chão,
meu ar. e meu voto.
o de amor eterno.
mas não tenho ninguém pra contar.
só o caderno
que eu encho de versos
saudosos e perdidos
sem saber se um dia
hão de virar poesia.
sobre os teus olhos.

será?

24 de janeiro de 2011

se ela imaginasse que me mata sua ausência,
partia na mesma hora, vinha de onde fosse,
terminava pra sempre com essa minha carência
com um abraço bem forte e com seu beijo mais doce.

sabe o que eu amo?

7 de janeiro de 2011

sabe o que eu amo?
tua gargalhada.
na primeira
- precisa, certeira -
eu já sabia
que te queria
pra namorada.

é mágica.
já salvou minha alma,
meu mundo. minha semana mais trágica.

é linda.
sempre bem vinda.
como sol que invade e se apossa de tudo.

sabe o que eu amo?
tua gargalhada.

cheia de vida.
ou de ironia.
a plástica perfeita
e a mais bela sinfonia.

lembro dela.
todo dia.

e toda noite.

agora mesmo, ao deitar-me na cama,
entendi que ela é o modo de Deus
dizer que me ama.

por mais

1 de janeiro de 2011

eu te amo.
por mais que eu tente negar
ou esquecer,
é só isso que eu consigo falar,
escrever.
por mais que eu não tenha tido
(pode ser que eu tenha perdido)
uma chance,
mesmo sem termos tido
um romance,
tua foto é a que permanece exibida
entre as memórias que eu guardo,
da mulher da minha vida.
não sei se foi esse escocês de 12 anos
ou o monte de enganos
que eu cometi.
mas hoje pensei em tudo, em todos,
e, de novo,
cheguei a ti.
eu te amo.
por mais que eu queira me enganar,
é contigo que encontro
quando ouso sonhar.
escrevo, porque preciso que um dia,
minhas palavras, em poesia,
mudem teus olhos.
e que esses olhos que me inspiram,
me enxerguem de outra maneira.
que vejam a paixão que eu trago,
verdadeira,
por tudo aquilo que te diz respeito.
que no teu peito,
caiba o sentimento que eu tanto espero,
um amor lindo, como o meu.
sincero.
e que a tua boca, corajosa,
arda em chamas.
e grite, com um beijo,
que me amas.

difícil, inútil e estranho

17 de dezembro de 2010

difícil é não lembrar, de madrugada,
do teu peito no meu peito, num abraço.
inútil é fingir que é quase nada,
quando, na verdade, eu me desgraço.
estranho é manter assim calada,
a paixão que chegou em estardalhaço.

pra que?

13 de dezembro de 2010

décimo-segundo dia.
vida que segue. com tudo.
contudo, calada. e fria.
pra que telefone, se mudo?
ou caixa postal, se vazia?

tudo de ti

8 de dezembro de 2010

Nada de ti me permites saber
Não sei se por frio. Ou por medo.
Não sei se achas tarde. Ou cedo.
Não sei se há o que eu possa fazer.

Tudo de ti me permito querer.
Não sei se é carinho. Ou desejo.
Não sei se é o que sinto. Ou vejo.
Não sei se eu te posso esquecer.

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