lindíssima lua

22 de setembro de 2010

lindíssima lua. tão clara
ilumina a minha alma
e enche meu peito de calma.
como o sorriso de Lara.

lindíssima lua. tão bela
toma a noite e irradia,
enche o céu com a poesia
do brilho dos olhos dela.

insone soneto.

13 de setembro de 2010

tocou, ainda agora, aquela canção.
te trouxe a mim, assim, por meus ouvidos
e ecoou no meu oco coração.
parou para parir novos sentidos.

repetindo, de repente, seu refrão
traí versos que trago, retraídos.
escancarei seu cárcere no porão,
dei à luz os sonetos escondidos.

seus acordes me acordaram na prisão,
e também os meus versos esquecidos.
chegaram brisa e, breve, eram tufão

apagando os pagãos mal-entendidos,
reacendendo a brasa da paixão.
e lembrando que somos parecidos.

boca

7 de setembro de 2010

há um dito bonito do povo, não é novo, que alega:
"a boca só faz discurso sobre aquilo que o peito carrega".
só que tem a boca que se cala. nunca fala. e nem nega.
sorri seu sorriso de lado que, calado, se entrega.

dreaming

6 de setembro de 2010

your naked body plays in my dream
with a smile that your lips drew to me,
in the most beautiful scene that could be...
making me happy like I never have been.

Carol

4 de setembro de 2010

teus olhos, de azul tão bonito...
como o mar que abraça uma ilha.
te amo. com amor infinito.
no teu abraço, renasço, minha filha.

trova tuiteira 081

29 de agosto de 2010

eu queria saber tudo que é preciso
pra tornar o teu dia mais gostoso.
eu queria fazer parte do teu riso.
e queria ser motivo pro teu gozo.

nós

29 de agosto de 2010

talvez tu nem faças ideia desse amor que eu tenho por ti,
mas garanto que é o mais puro que já pude sentir por alguém.
a minha vida tomou rumo novo, no instante em que eu te vi.
nos teus olhos eu vi meu futuro e passei a querer-te. e o teu bem.

não sei se algum dia tu leste os poemas que te escrevi,
diversos encharcados do amor que nunca entreguei. a ninguém.
que Deus permita que os leia e conheças tudo o que eu senti.
que os versos desatem teu peito, e que possas amar-me também.

trova tuiteira 080

25 de agosto de 2010

me perdi no teu vasto labirinto
enquanto eu seguia os teus passos.
talvez eu só sinta o que eu sinto
porque quero me achar. nos teus braços.

teu silêncio

23 de agosto de 2010

esse vício que tenho, amar-te,
deixa-me, seguidas vezes, sem rumo.
é tambem indiscreto estandarte
do que quero ocultar, mas assumo.

ignoro os meus fins de semana
desesperado, esperando um sinal
como aquele que implora por bardana
que lhe possa aliviar todo o mal.

mas teu silêncio impera, mais forte.
não retrocede ou esmorece. não cai.
sangra meu peito com preciso corte,
da infalível espada de um samurai.

trova tuiteira 079

22 de agosto de 2010

a lua de hoje é só tua.
é a lua mais bela que vi.
a lua de hoje insinua
o amor que eu sinto por ti.

quase

22 de agosto de 2010

nos teus olhos moram os olhares que te lanço
e o teu peito guarda os versos que te escrevo.
te quero tanto mas, no entanto, não te alcanço
quase desisto mas, por amor, não me atrevo.

um novo amor

22 de agosto de 2010

o amor vem quieto. e quieto permanece
no peito da gente, sossegado, adormecido.
até que um dia, por obra e graça do cupido
ele desperta. se agiganta. e acontece.

o coração da gente logo sente. estremece
e o mundo fica bem mais belo. e colorido.
duas vidas enveredam em um novo sentido
mais lindas, de mãos dadas. sob o sol que aquece.

sós

22 de agosto de 2010

sinto falta da tua voz.
nesse frio apartamento,
só eu e meu pensamento,
de novo e sempre. tão sós.

nos céus

12 de agosto de 2010

eu te amo.

teus olhos, lindos, um dia
encontraram os meus,
por pura sorte. ou magia.
ou por vontade de Deus
que descerrou, pra mim,
teus véus.
e escreveu o nosso fim,
nos céus.

só Ele o sabe.

não há quem possa prever
nossas escolhas futuras.
não há o que me faça sofrer.
nem mesmo as (tantas) quadraturas.

e se o teu saturno soturno
se opõe ao meu marte,
dificulta, incomoda.
mas não me impede de amar-te.

é preciso paciência. é preciso devoção.
para a densa poesia,
para a criptografia
da tua vênus em escorpião.

às vezes será ótimo.
às vezes, mais ou menos.
e às vezes vai falar alto meu marte.
em trígono com a tua vênus.

talvez um dia nossos caminhos se cruzem,
e sejam então, uma só,
as estrelas que nos conduzem.

mas não há promessa.
não há medo.
não há pressa.

e pra quem faz porque gosta,
não há nada que atrapalhe.
o tempo traz a resposta.
o resto é mero detalhe.

eu nunca deixei de te amar.

assim é te amar

11 de agosto de 2010

é como flanar
num domingo à tarde.
sem rumo, sem pressa.
sem alarde.
livre.
descalço,
sem camisa.
com a cumplicidade fraternal
da brisa.
é como sorrir com a lembrança
das aventuras,
travessuras,
dos meus tempos de criança.
é como se fosse
a primeira mordida
no doce.
o favorito.
ou como escutar o canto
mais bonito
dos pássaros
em sinfonia.
em sintonia.
é protagonizar
a poesia
de clarice.
é como se emocionar
com adiós nonino.
ou se encantar com improvável elástico
do rivelino.
é sublime. é único.
é divino.

assim é te amar.

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