tudo de ti

8 de dezembro de 2010

Nada de ti me permites saber
Não sei se por frio. Ou por medo.
Não sei se achas tarde. Ou cedo.
Não sei se há o que eu possa fazer.

Tudo de ti me permito querer.
Não sei se é carinho. Ou desejo.
Não sei se é o que sinto. Ou vejo.
Não sei se eu te posso esquecer.

Última Rodada II (Brasileirão 2010)

5 de dezembro de 2010

Senhor, venho implorar-te como fiz ano passado
E peço com todo o amor que tenho no coração.
Se antes eu te roguei para não ser rebaixado
Hoje o que Vos suplico, é para ser o campeão.

Homens de preto nos roubaram, a mando do timão
Mas contra tudo e contra todos, chegamos até aqui
De nada adiantou o esforço do cramunhão
Porque Te fizeste presente pelas mãos do Muricy.

Portanto, sem nenhum falso pudor, peço a vitória.
Que todo aquele bando de loucos chore de dor,
Que o Conca se imortalize em nossa história,
E que o triunfo de hoje seja nosso, Tricolor.

Tu, que através de linhas tortas, escreves certo
Nos privaste dos gols do Coração Valente.
Mas que hoje o Fred ache o gol aberto
E que liberte o grito dessa nossa gente!

Que o Engenhão seja coberto por nossa paixão eterna.
E que ela deixe despertos nossos guerreiros.
Que sejam imaculadas as redes atrás do Berna,
E Leandro Euzébio e Gum sejam certeiros.

Como uma precaução a mais, não custa nada,
(Só tornará ainda mais forte a nossa fé)
Faça o Goiás sair na frente no Serra Dourada
E o Cruzeiro escorregar na Arena do Jacaré.

Senhor, fico por aqui, e já Te agradeço
Por todas as graças que tenho, Te sou grato.
Já me deste, na vida, tão mais do que mereço,
Que será simples, pra Ti, esse tricampeonato!

01/12/10

1 de dezembro de 2010

hoje os cantos dos pássaros,
de todos os cantos,
serão para ti.
todos cantarão com o sotaque inconfundível
do bem-te-vi.
hoje a brisa do mar de ipanema,
estrela de qualquer poema,
assoprará apenas os teus cabelos.
teus olhos, encantos
outros olhos, tantos,
hão de querê-los.
os teus muitos talentos
serão seguidos, comentados, aplaudidos
por passantes atentos.
sedentos
do charme que deixas displicentemente escapar a cada passo.
o laço
que te amarra ao teu passado
virá recheado com as melhores lembranças apenas.
as cenas
de inebriante pureza infantil:
o cheiro do mato
sob os pezinhos descalços que abraçavam o chão.
o latido amigo, a lambida certeira,
do primeiro cão.
o colo da mãe. o sorriso do pai.
hoje teu pensamento vai àquele lado
que quase nunca vai.
mas que devia ir.
aquele lado imprescindível pro nosso existir.
onde guardamos nossas melhores virtudes. atitudes.
prontas pra vestir.
e quando olhares pra todas elas
entenderás que jamais deixaste de tê-las.
hoje só serão tocadas as músicas que te acariciarem a alma,
te trouxerem riso, paz e calma.
serão tuas todas as flores.
para ti todas as honras
todos os favores.
hoje, para minha alegria,
será o primeiro dia
que depois que entenderes,
quererás querer
ser feliz para sempre!

queria

30 de novembro de 2010

Queria ser a única a enxergar teu rosto
E que o meu destino fosse o teu também.
Que teus lindos lábios provassem o meu gosto
E assim como eu te amo, me quisesses bem.

trova tuiteira 087

29 de novembro de 2010

viciei-me em endorfina
quando, sem me dar aviso,
o teu rosto de menina
disparou o meu sorriso.

Ipanema, 20/11/2010.

21 de novembro de 2010

é vazio o céu noturno sem estrelas.
opaco, frio. tenebroso. e triste.
são só meus olhos que não podem vê-las
ou foram apagadas quando partiste?

inunda as ruas uma chuva de verão.
golpe de abrupta insurgência,
que ousa abreviar essa estação?
ou vai chorando o céu a tua ausência?

se eu pudesse

19 de novembro de 2010

se eu pudesse, arrancava dos teus olhos a tristeza
e dos teus lábios essa indisfarçável amargura.
e enchia os teus dias, tuas noites, com a certeza
que amar-me para todo o sempre é a tua cura.

trova tuiteira 086

16 de novembro de 2010

tudo que eu tinha de bom, dei pra ti.
talvez tenha sido muito pouco.
talvez, por amar-te feito um louco,
partiste com o juízo que perdi.

Eu Lembro

11 de novembro de 2010

Eu lembro,
Quando vem esse sol lindo
De novembro,
Do seu olhar.
Ele era pra mim o mesmo
Que o mar
Sob os reflexos de luz,
No Arpoador:
Uma pintura de paz
Sobre uma tela de amor.
Eu lembro
Que a gente se entendia
Por telepatia
E o silêncio
Era um selo
De cumplicidade.
A felicidade
Morava no seu sorriso,
Às vezes contido, tímido,
Às vezes nem tanto.
Sempre um encanto.
Sua gargalhada
Era meu faz de conta
De um conto de fada.
E eu me via feliz e completo
Em meu mundo repleto
De você.
Eu lembro que segurar a sua mão
Era provocar um terremoto
No coração.
Eu lembro da gente brindando,
Da gente brincando.
Eu lembro do abraço
Perfeito
Que a gente se dava.
Eu lembro o quanto eu amava.
E acho que você também.

trova tuiteira 085

9 de novembro de 2010

O que tenho pra ti é amor.
Nada mais trago além disso.
Mas tua dor é a minha dor.
E o teu bem, meu compromisso.

silêncio absoluto.

8 de novembro de 2010

nada. silêncio absoluto.
tempos duros. abstinência.
não te sinto. não te escuto.
sobrevivo à tua ausência.

com o peito vestido de luto.
e a alma pedindo clemência.

fato

5 de novembro de 2010

brado pro bravo que escuta
atento ao que tento dizer:
quem hoje foi filho da puta
amanhã é o que vai se foder.

trova tuiteira 084

29 de outubro de 2010

Há dias não te escuto.
Não sei se choras. Ou se ris.
Minh'alma veste o luto
E ignora o mal que eu te fiz.

sibéria

25 de setembro de 2010

te dei minhas palavras.
jurei amor.
mandei doce.
mandei livro.
mandei flor.
mandei o melhor de mim,
repeti, como um mantra, o sim.
e ainda assim
não foi o bastante.
sobrevivo ignorante.
não sei onde moras.
nem entendo por que escondes.
não sei se ainda choras.
nem sei por que não me respondes.
por ti,
rezei pela vida
do meu inimigo.
fiz coisas que nem Deus sabe
que consigo.
desrespeitei meus medos,
e tenho estado por aqui,
inteiro,
sem segredos.
comi o pão que o diabo amassou,
no refeitório do inferno.
não morri no teu inverno,
de sibéricas palavras
e atitudes.
fiz tudo o que pude.
e mais um pouco.
há quem me chame de louco.
e mesmo eu, me chamo.
só mesmo um louco pra amar
como eu te amo.
à exaustão.
dando, em poesia,
como o pão de cada dia,
o próprio, e todo,
coração.

23 de setembro

24 de setembro de 2010

vinte e três de setembro
primavera, bem me lembro.
mais uma.
noite sem sono.
lua em seu trono,
céu lindo.
lendo teus escritos,
navegando entre saudade
e pensamentos bonitos.
coloridos,
guardados em muitos cantos
escondidos.
primavera.
mais uma.
olho tuas fotos.
entre todas as flores
quero a de lótus.
certeza.
mas
teu silêncio
me agride.
e tua indiferença
é mais forte
que minha crença.
tua frieza
me desespera.
tenta pintar de outono
a primavera.
mais uma.

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